
A Lituânia, por meio da empresa Granta Autonomy, apresentou o Black Wasp, um drone interceptador autônomo criado para neutralizar ameaças aéreas como drones kamikaze do tipo Shahed.
Revelado em 24 de junho de 2026, o sistema surge como resposta direta ao uso massivo desses vetores em conflitos recentes, especialmente na Ucrânia, onde ataques em enxame têm sobrecarregado defesas tradicionais e elevado o custo de interceptação.
Projetado para ser leve e portátil, o Black Wasp pesa cerca de 4 kg e pode ser operado por unidades de infantaria sem necessidade de infraestrutura complexa. Ele decola e pousa verticalmente, alcança até 320 km/h e possui alcance de até 40 km em missão com retorno. Seu perfil prioriza velocidade e capacidade de interceptação rápida, mesmo com autonomia limitada, para acompanhar alvos mais lentos porém numerosos.

O diferencial do sistema está no uso de inteligência artificial e aprendizado de máquina para navegação e engajamento autônomo. O drone é capaz de rastrear e identificar alvos com visão computacional na fase final do ataque, mantendo operação mesmo sob guerra eletrônica e bloqueio de GPS. Além disso, pode integrar dados de redes de radar da OTAN, reduzindo o tempo entre detecção e resposta.
A Granta Autonomy afirma que o Black Wasp faz parte de um ecossistema mais amplo de combate em três camadas, combinando reconhecimento, interceptação aérea e ataque terrestre em sistemas complementares. A empresa também destaca que o projeto foi pensado para produção em larga escala e baixo custo operacional, buscando alterar a lógica econômica da defesa antidrone ao permitir interceptações mais baratas e acessíveis em cenários de guerra assimétrica.
Fonte: Defence Blog | Foto: Granta Autonomy | Este conteúdo foi criado com a ajuda da IA e revisado pela equipe editorial
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